top of page
Buscar

Padrões que se repetem nos relacionamentos: um olhar da Gestalt-terapia

Foto do escritor: Julia Bett
Julia Bett
há 4 horas
3 min de leitura

Você já reparou que, mesmo mudando de parceiro, de cidade ou até de país, certos conflitos parecem sempre voltar? A mesma sensação de insegurança, o mesmo tipo de discussão, a mesma dificuldade de confiar ou de se abrir. Isso não é apenas uma coincidência e também não significa que algo está "errado" com você. Na Gestalt-terapia, entendemos isso como ajustamentos criativos: formas que encontramos, em algum momento da vida, para lidar com o que era difícil demais de sentir ou enfrentar sozinho.



Mulher de costas diante do mar com uma faixa cobrindo os olhos


Ajustamentos que já não servem mais

Quando somos crianças, desenvolvemos maneiras de nos relacionar que, naquele contexto, faziam todo sentido — se afastar para não sofrer uma rejeição, antecipar o que o outro precisa para garantir afeto, evitar o conflito para manter o vínculo. Esses ajustamentos foram criativos porque nos permitiram continuar em contato com o mundo, mesmo diante de situações difíceis.

O problema é que muitos desses ajustamentos continuam se repetindo automaticamente, anos depois, em contextos completamente diferentes e é aí que aquilo que antes nos protegia começa a nos limitar. É uma forma de funcionar que ficou "congelada" no tempo, e que hoje talvez já não represente o que você é ou precisa.


O que a Gestalt-terapia observa: o aqui e agora

Diferente de abordagens que buscam uma causa única no passado, a Gestalt-terapia dá atenção especial ao que acontece no momento presente — como você se sente enquanto fala sobre determinada situação, o que seu corpo faz, onde sua atenção se dirige, o que fica em primeiro plano (figura) e o que fica em segundo plano (fundo) na sua experiência.

Esse olhar para o presente não ignora a história de cada um, porque ela aparece o tempo todo, viva, na forma como você reage aqui e agora. Mas em vez de interpretar o passado à distância, trabalhamos com o que está se manifestando entre nós, na relação terapêutica, que também é um espaço de contato e de experimentação.


Consciência (awareness) como ponto de partida

Um dos conceitos centrais da Gestalt-terapia é a awareness, que é a capacidade de estar consciente do que se passa consigo mesmo, com o outro e com o ambiente, momento a momento. Não se trata de analisar racionalmente por que você age de determinado jeito, mas de ampliar a percepção sobre o que está acontecendo enquanto acontece.

É essa consciência ampliada que abre espaço para escolhas diferentes. Quando um padrão se torna consciente — quando deixa de ser automático e passa a ser percebido —, a pessoa ganha a possibilidade de responder de um jeito novo, em vez de reagir sempre da mesma forma.


Perceber já é um movimento

Dentro da Gestalt-terapia, não existe uma "resposta certa" a ser entregue por quem conduz o processo. O trabalho é construído em conjunto, sessão a sessão, ampliando a consciência sobre o que se repete — nos relacionamentos amorosos, na relação com a família, ou na forma como você lida com suas próprias emoções no dia a dia.

Perceber um padrão, sentir como ele se manifesta no presente, e reconhecer sua função ao longo da sua história já é, em si, um movimento significativo. A partir daí, cada processo segue no seu próprio ritmo, sem pressa e sem fórmula pronta.


Se você sente que gostaria de compreender melhor seus padrões, suas relações e a forma como tem vivido suas experiências, estou à disposição para te ouvir.


Julia Bett, psicóloga (CRP 08/26288), formada pela UFPR, Gestalt-terapeuta, e atendo online há mais de 8 anos, inclusive brasileiros vivendo no exterior.

Cuidar de você também é um ato de coragem.
Estou aqui, à disposição para te ouvir.

(41) 99808-3580

Julia Beatriz Lopes Bett - Psicóloga | CRP 08/26288

  • Whatsapp
  • Instagram
logo
bottom of page